quarta-feira, Novembro 23, 2011

quinta-feira, Novembro 03, 2011

gosta-se

gosta-se, guarda-se no coração, pisca-se o olho, dá-se um abraço, bebem-se uns shots para animar a noite, mas o que fica, mesmo, o que fica é a sombra de uma memória que anda solta pelas ruas de lisboa durante uma noite sem luar

quando...

quando tento juntar palavras para que façam sentido ou pelo menos um bocadinho, ou dois, a minha memória é clara como a água, e a única coisa de que me lembro é de que se há coisa que valem a pena, essas custam tanto como dizer a alguém gosto de ti, portanto não custam nada, é uma brincadeira de crianças. o que é difícil não é dizer, é ser ouvido.

quarta-feira, Outubro 05, 2011

às vezes

às vezes ou quase sempre quando tento brincar com as palavras e fazer com que elas dancem ao som de uma melodia nunca antes ouvida, às vezes, acontecem coisas inesperadas como saber que alguém algures por aí está a ler estas palavras, que podiam ser escritas com fundo azul (como o céu), e esse alguém pode ate pensar que esta dança de letras pode eventualmente fazer algum sentido, e pode - imagine-se - ficar tentado a perguntar-me se estou bom, ou se estou outra coisa qualquer. eu espero. e vou esperando, porque acredito que há pessoas que são maiores do que elas próprias, que são maiores que o mundo, e que um dia - sim, um dia - quando de manhã eu acordar (e me trouxeres um sumo de laranja à cama) - um dia tudo vai ficar calmo e sereno. e então a vida continua, e quando olhar para trás não vou ter saudades dos dias em que as preocupações eram outras, em que a vida se apoiava na futilidade de pessoas com muito pouco valor moral e profissional, e tudo ficará bem.

sábado, Abril 30, 2011

simples

gosto do que é simples, do que é azul e brilhante, do céu e da água, do teu sorriso, do teu olhar, gosto de gostar de ti, gosto de ser assim, para ti, gosto de ser como um pássaro que canta e encanta para ti; gosto da simplicidade da palavra amor, gosto de te dizer: amo-te. gosto. ponto. mesmo.

azul

gostava de poder pegar em todas as palavras do mundo e dizer-te, baixinho, ao ouvido, que gosto de ti, do teu olhar e do teu cabelo, do teu sorriso, da tua alma quente, apaixonada; gostava de poder dizer-te uma palavra que ainda não foi escrita, nem dita, nem lida, assim como quem olha o azul do céu

tropeçar

quanto tropeço na simplicidade das palavras que tu já sabes de cor - amo-te, sabes? - tu olhas-me com aquele olhar de que me lembro desde o início, do mundo, do nosso mundo, que é embalado pela simplicidade das nossas palavras que se cruzam e entrecruzam enquanto o teu abraço se confunde com o meu

sexta-feira, Maio 21, 2010

tudo é possível

"- Se atingirmos a unidade é possí­vel parar o mundo.

- Eu só quero ter-te comigo. Tu, os dias e as noites, a casa e o jardim, os livros e as flores.

- Mas há outras realidades, todas as realidades"

Ana Teresa Pereira